domingo, 13 de novembro de 2011

PESQUISA E CRIAÇÃO ARTÍSTICA NAS UNIVERSIDADES DE MINAS: ESCOLA DE BELAS ARTES (UFMG) e ESCOLA GUIGNARD (UEMG)


Rememorando o evento que reuniu obras de aproximadamente 60 artistas, que compuseram na exposição Pesquisa e Criação Artística nas Universidades em maio de 2010, uma mostra que reuniu a produção recente de artistas da Escola de Belas Artes da UFMG e da Escola Guignard da Universidade Estadual de Minas Gerais, com curadoria dos professores Fabrício Fernandino, diretor do Museu de História Natural da UFMG, e Marília Andrés Ribeiro, diretora da C/Arte Projetos Culturais.

Um evento que segundo os curadores surgiu a partir da ideia de abrir o espaço da UFMG para a criação artística de seus professores e alunos. “Ampliamos para outras universidades e convidamos os professores da Escola Guignard”, contam, ao classificar a iniciativa como “um momento de encontro, de integração das escolas de artes da UFMG e da UEMG, e de discussão da Bienal de Arte Universitária, que está se configurando para acontecer em Belo Horizonte, em setembro deste ano”.

A mostra integra o projeto Memória, Acervo e Arte, iniciativa cultural da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade que visa catalogar e conservar o acervo da UFMG.


A PARTIR DO ATELIÊ - COLEÇÃO DE LIVROS COMO SUPORTE PARA O PROFESSOR

A COLEÇÃO CIRCUITO ATELIER da EDITORA C/ARTE se destaca, apresentando um caráter inovador por fazer do espaço do ateliê o ponto de partida para mostrar os elementos que compõem o processo de criação de importantes artistas, num amplo registro abrangendo depoimentos, entrevistas, fotografias e imagens de diversas fases da produção. 
A confluência de mídias e linguagens é utilizada para apresentação do resultado: um livro depoimento com fotografias e reproduções de trabalhos do artista.


1. Maria Helena Andrés
2. Andréa Lanna
3. Monica Sartori
4. Marco Túlio Resende
5. Amílcar de Castro
6. Fernando Lucchesi
7. Orlando Castaño
8. Arlindo Daibert
9. Isaura Pena
10. Hélio Siqueira
11. Eymard Brandão
12. Erly Fantini
13. Sara Ávila
14. Álvaro Apocalipse
15. Fani Bracher
16. Lótus Lobo
17. Rodelnégio
18. Jorge dos Anjos
19. Franz Weissmann
20. Rosangela Rennó
21. Jayme Reis
22. Ana Maria Tavares
23. Jarbas Juarez
24. Raimundo Machado
25. Amadeu Lorenzato
26. Maria do Carmo Freitas
27. Paulo Miranda
28. Thaïs Salgado Helt
29. Fernando Pacheco
30. Iole de Freitas
31. Sergio Nunes
32. Lisete Meinberg
33. Toshiko Ishii
34. Manfredo de Souzanetto
35. George Harddy
36. Waltercio Caldas
37. Adel Souki
38. Luciane Dardot
39. Fabrício Fernandino
40. João Diniz
41. Inês Antonini
42. Ivã Volpi
43. Marcelo AB
44. José Bento
45. Claudia Renault
46. Antonio Dias
47. Rui Santana
48. Eder Santos
49. Décio Noviello
50. Teresinha Soares
51. Patrícia Franca-Huchet





ARTE: UMA FERRAMENTA PARA ENTENDER O MUNDO - PROJETOS DIDÁTICOS A PARTIR DA DISCIPLINA CURRICULAR - ARTES VISUAIS -

 Cédula , 1970 - 1976,  inscrições em cédulas, fotografia p&b

É nossa intenção divulgar ações didáticas desenvovlidas em ambiente formal e não formal para público infanto-juvenil em Minas que trazem uma ideia do ENSINO DE ARTES VISUAIS QUE VÃO ALÉM, MUITO ALÉM, predominando, não apenas a ideia de ensinar arte para conhecer, entender arte, mas o entendimento, o conhecimento de arte como uma potente ferramenta para entender, conhecer o mundo.

1. Proporcionar informação sobre arte como conhecimento artístico, como conhecimento estético de forma contextualizada;
2. Apresentar modalidades organizativas (atividades permanentes, sequências didáticas, projetos, até mesmo aulas)  que apresentam processos artísticos, porém com objetivos educativos, ressaltando a disciplina curricular ARTES VISUAIS como área do conhecimento;
3. Utilizar as obras de arte produzidas por artistas de/em/sobre Minas, especialmente (mas não apenas essas!) como ponto de partida para debates, discussões, reflexões e aprendizagem, não apenas no âmbito da área de conhecimento Artes Visuais, mas em diálogo como outras áreas do conhecimento.
Esperamos entabular diálogos com as Minas que são muitas e assim facilitar a abordagem de diversos conceitos, teóricos, bibliografias, diretrizes (metodologias) em sala de aula (em ambientes formais e não formais), estimulando a criatividade, o debate e a comunicação não apenas em relação à arte, mas à nossa realidade em toda sua extensão e profundidade.

PATRIMÔNO CULTURAL E ARTES VISUAIS: AS MINAS QUE SÃO MUITAS... E A AÇÃO PEDAGÓGICA!

Adriana Varejão, Celacante Provoca Maremoto Foto: Vicente de Mello - Cortesia Instituto Inhotim

PATRIMÔNO CULTURAL E ARTES VISUAIS: AS MINAS QUE SÃO MUITAS... E A AÇÃO PEDAGÓGICA, um assunto de prolongada e agradável discussão!

Com os relatos de experiências recebidos, fica claro e inequívoco que uma das formas mais cativantes, atraentes, motivantes para se trabalhar a temática PATRIMÔNIO CULTURAL, indiscutivelmente, é por meio da disciplina curricular ARTES VISUAIS.

Para ajudar os professores na elaboração de PROJETOS DIDÁTICOS com essa temática, segue uma reportagem. Pouco a pouco, apresentaremos RELATOS DE EXPERIÊNCIAS em que forma trabalhados os temas relativos ao PATRIMÔNIO CULTURAL e a disciplina curricular ARTES VISUAIS como eixo organizador.

PROJETOS DIDÁTICOS
14 perguntas e respostas sobre projetos didáticos
Eles trazem a vida real para a sala de aula, envolvem mais as crianças nas atividades e, com alguns conteúdos, são a melhor forma de trabalhar. Porém, ainda geram muitas dúvidas
1. O que é projeto didático?
Projeto didático é um tipo de organização e planejamento do tempo e dos conteúdos que envolve uma situação- problema. Seu objetivo é articular propósitos didáticos (o que os alunos devem aprender) e propósitos sociais (o trabalho tem um produto final, como um livro ou uma exposição, que vai ser apreciado por alguém). Além de dar um sentido mais amplo às práticas escolares, o projeto evita a fragmentação dos conteúdos e torna a garotada corresponsável pela própria aprendizagem.

Os projetos estão mais populares do que nunca. Redes de todo o país incentivam o trabalho com essa modalidade e algumas escolas prevêem no currículo os que serão realizados durante o ano. Boa notícia. Afinal, em muitos casos, eles ajudam a ensinar mais e melhor. Porém falta informação sobre o tema. Só neste ano, NOVA ESCOLA recebeu 166 e-mails com dúvidas. Compiladas em 14 questões, elas são respondidas nesta reportagem para ajudar você a dominar essa ferramenta.

2. Quais as características de uma boa proposta?
Os projetos podem ser planejados e organizados de inúmeras formas, porém algumas ações são fundamentais:

1. Tema: delimitar e conhecer bem o assunto que será estudado e pesquisá-lo previamente.

2. Objetivos: escolher uma meta de aprendizagem principal e outras secundárias que atendam às necessidades de aprendizagem.

3. Conteúdos: ter clareza do que as crianças conhecem e desconhecem sobre o tema e o conteúdo do trabalho.

4. Tempo estimado: construir um cronograma com prazos para cada atividade, delimitando a duração total do trabalho.

5. Material necessário: selecionar previamente os recursos e materiais que serão usados, como sites e livros de consulta.

6. Apresentação da proposta: deixar claro para a sala os objetivos sociais do trabalho e quais os próximos passos.

7. Planejamento das etapas: relacionar uma etapa à outra, em uma complexidade crescente.

8. Encaminhamentos: antecipar quais serão as perguntas que você fará para encaminhar a atividade.

9. Agrupamentos: prever quais momentos serão em grupo, em duplas e individuais.

10. Versões provisórias: revisar o que a garotada fez e pedir novas versões do trabalho.

11. Produto final: escolher um produto final forte para dar visibilidade aos processos de aprendizagem e aos conteúdos aprendidos.

12. Avaliação: prever os critérios de avaliação e registrar a participação de cada um ao longo do trabalho.

3. Todo projeto precisa ser interdisciplinar?
Não. Um projeto focado em apenas uma área tem grande valor, já que permite um mergulho mais profundo no conteúdo trabalhado. Embora, às vezes, pareça que objetivos de disciplinas diferentes estejam coordenados numa mesma proposta, muitas vezes só os relacionados a uma delas estão sendo desenvolvidos. Num cenário ainda pior - e também comum -, não são trabalhados de forma correta os conteúdos de nenhuma das áreas.

Um bom projeto é aquele que indica intenções claras de ensino e permite novas aprendizagens relacionadas a todas as disciplinas envolvidas. "Não é raro a turma apenas utilizar conhecimentos que já possui", explica Maria Alice Junqueira, professora de Pedagogia do Instituto de Educação Superior Vera Cruz, em São Paulo, e assessora de redes públicas e escolas particulares. Veja o exemplo de um projeto de Ciências que tem como objetivo ensinar procedimentos de pesquisa. Se os alunos tiverem de produzir um relatório e já forem experientes na escrita desse gênero, não é possível dizer que ele envolve a disciplina de Língua Portuguesa - afinal, eles só estão colocando em jogo o que sabem. Isso vai efetivamente ocorrer se a tarefa for produzir um artigo científico e esse tipo de texto for novo para todos.

A ideia de que projetos didáticos precisam ser interdisciplinares pode estar relacionada a uma confusão entre essa estratégia, os projetos institucionais e os temas geradores. Os projetos institucionais são ações que envolvem toda a escola em torno de um mesmo objetivo - por exemplo, produzir um jornal ou uma campanha. Nesse caso, cada professor precisa pensar em atividades relacionadas a ele para desenvolver com sua turma. Não há necessariamente um produto final ou um propósito social para o trabalho. Já quando é definido um tema gerador, como meio ambiente, cabe ao professor escolher quais serão os conteúdos a enfocar e os objetivos a alcançar. O problema, nesse caso, é organizar as atividades em cima de um tema considerado envolvente pelos alunos, em vez de fazer um planejamento baseado nas reais necessidades de aprendizagem deles.

4. É melhor criar um projeto ou aplicar um já testado?
Para um profissional que tem pouca experiência com esse tipo de trabalho, é melhor utilizar um bom modelo, com todas as etapas definidas e os objetivos previamente pensados e aprovados. Não há demérito nisso. Nas melhores escolas, é comum replicar boas práticas. "Um projeto nunca vai ser uma receita fechada, que o professor simplesmente lê e desenvolve em classe com a turma. É preciso adaptar as atividades levando em consideração as características dos alunos e a realidade local", ressalta Clélia Cortez, coordenadora pedagógica do Colégio Vera Cruz, em São Paulo. Um trabalho sobre animais, por exemplo, fica muito mais interessante se focar as espécies encontradas na região.

Mesmo quando há um exemplo a seguir, é preciso analisar se as questões colocadas pelo autor estão de acordo com o nível de conhecimento do grupo, se os materiais sugeridos são adequados e estão disponíveis e se as etapas são suficientes para a realização de todas as atividades. "Ao longo do trabalho, adaptações são necessárias para o cumprimento dos objetivos. "São esses cuidados que garantem os traços de autoria no desenvolvimento da proposta", completa Clélia. Já um professor acostumado a trabalhar dessa forma pode criar os próprios projetos e organizá-los num banco, a ser utilizado com variações de tema, conteúdo e série. Isso não significa, no entanto, que uma estratégia de sucesso deva ser repetida ano após ano. Mesmo que o currículo seja o mesmo, os alunos são diferentes e isso exige mudanças.

5. Quando optar por um projeto?
Alguns conteúdos curriculares permitem (e às vezes pedem) um trabalho aprofundado e que inclua as práticas sociais relacionadas a ele.
Confira abaixo alguns blocos de conteúdo de cada disciplina mais adequados a essa modalidade.

Pré-escola
Conteúdos
Natureza e sociedade, linguagem oral e comunicação e exploração e linguagem plástica

Por que é adequado
- Aproxima as crianças de práticas sociais, como a busca por informações e a apresentação delas
- Traz um novo propósito para a leitura em aula: ler para estudar e para saber mais sobre um tema

Erros mais comuns
- Planejar projetos curtos (de uma semana) porque envolvem os pequenos
- Focar o acabamento do produto final, descaracterizando a produção das crianças.


Língua portuguesa
Conteúdos
Sistema alfabético de escrita, comunicação oral, comportamentos escritores e leitores
Por que é adequado
- Fornece um contexto favorável de leitura e escrita aos que não estão alfabetizados
- Articula o conhecimento sobre o sistema de escrita aos conteúdos relacionados à linguagem
- Favorece a união dos propósitos didáticos aos sociais, já que a turma sabe para quem, por que e o que escrever.

Erros mais comuns
- Desperdiçar a oportunidade de refletir sobre o sistema alfabético
- Planejar as mesmas atividades para alunos alfabéticos e não alfabéticos
- Trabalhar sempre com os mesmos propósitos de leitura, escrita e oralidade
- Focar o trabalho no produto final.


Matemática
Conteúdos
Leitura, escrita, comparação e ordenação de escrita numérica

Por que é adequado
- Traz os números nos contextos cotidianos, o que nos anos iniciais dá mais sentido às atividades, apesar de não ser imprescindível

Erros mais comuns
- Simular mercadinhos e não propor a reflexão sobre as operações utilizadas
- Dar mais atenção ao produto final, deixando em segundo plano o conteúdo que se quer ensinar


Ciências
Conteúdos
Procedimentos e atitudes científicas

Por que é adequado
- Mostra à turma a importância de buscar soluções, interpretar dados, observar e registrar descobertas
- Promove a divulgação dos conhecimentos produzidos pelos alunos para destinatários reais
Erros mais comuns
- Passar meses pesquisando um tema
- Não propor a reflexão sobre a importância dos procedimentos realizados
- Deixar de orientar a pesquisa


História
Conteúdos
Procedimentos de pesquisa e História oral e local

Por que é adequado
- Cria situações significativas de pesquisa, semelhantes às vividas por historiadores
- Garante que os alunos leiam e escrevam sobre o tema para um destinatário real, o que é essencial para preservar as características sociais da linguagem nessa área

Erros mais comuns
- Aceitar a simples cópia de informações
- Não ajudar na interpretação dos textos
- Ignorar as relações entre o passado e o presente
- Adaptar textos ou apenas usar aqueles considerados de fácil leitura.


Geografia
Conteúdos
Geografia física e Geografia cultural

Por que é adequado
- Evita a fragmentação do saber geográfico
- Permite articular os diferentes campos de estudo da área, como o relevo relacionado a estudos de caso na cidade e no campo

Erros mais comuns
- Pedir apenas textos descritivos
- Não desenvolver a cartografia temática
- Deixar de lado o trabalho investigativo
- Não relacionar a paisagem à cultura


Educação Física
Conteúdos
Práticas da cultura corporal e conhecimentos sobre o corpo

Por que é adequado
- Possibilita o estudo das manifestações corporais, unindo as questões sociais, físicas, culturais e econômicas envolvidas nessas práticas
- Ajuda a mudar a concepção das aulas, colocando as práticas corporais como parte de um processo maior de aprendizagem

Erros mais comuns
- Deixar de sistematizar os conhecimentos adquiridos durante o trabalho
- Não pedir que os alunos produzam materiais escritos e de apoio à pesquisa
- Supervalorizar as aulas práticas e dar menos atenção às questões teóricas


Língua estrangeira
Conteúdos
Comportamentos leitores e escritores
Por que é adequado 

- Coloca os alunos em situações sociais de uso do idioma, como a ida ao cinema
- Possibilita à turma entrar em contato com outros falantes, além de textos, vídeos e jogos interativos

Erros mais comuns
- Planejar sem adequar os desafio à experiência anterior de cada estudante
- Usar materiais não adequados às características da turma


Arte
Conteúdos
Produção e reflexão sobre Arte

Por que é adequado
- Cria situações significativas de pesquisa, semelhantes às vividas por historiadores
- Garante que os alunos leiam e escrevam sobre o tema para um destinatário real, o que é essencial para preservar as características sociais da linguagem nessa área

Erros mais comuns
- Pedir que os alunos sempre façam releituras e não incentivar que criem
- Organizar o produto final sem a participação dos estudantes
- Não incluir o trabalho de todos no produto final.

6. Como fazer o planejamento?
O primeiro passo é ter clareza sobre o que você quer ensinar, o que espera que os alunos aprendam e o que eles já sabem. Assim é possível garantir dois importantes critérios didáticos: a continuidade e a variedade de conteúdos ao longo dos anos.

Feito um recorte no conteúdo - levando em conta a faixa etária da turma e as necessidades de aprendizagem -, é preciso conhecê-lo a fundo e selecionar os materiais a serem usados, como textos, livros e sites. Só então são elaboradas as etapas. Sobre o que eu espero que a classe reflita? No que quero que avance? "Os projetos ajudam a dar voz às crianças por meio da problematização constante. Quando perguntamos da maneira correta, elas indicam o que entenderam e dão sinais do que deve ser ajustado na compreensão. Isso permite avaliar como o trabalho está caminhando e para onde seguir", explica Clélia Cortez.

Pensar no encadeamento das etapas também é fundamental. A ordem é lógica? Esse é o melhor caminho para que a garotada aprenda? A próxima tarefa é construir um cronograma e detalhar como desenvolver o trabalho em sala. Nesse ponto, é essencial ter definido o produto final - uma feira cultural ou um blog, por exemplo - e se haverá um momento de finalização e socialização do trabalho. Em caso afirmativo, qual o objetivo dessa culminância? Essas decisões interferem na gestão de tempo e na busca pelos recursos. Por fim, é necessário definir os critérios de avaliação. Tudo isso precisa estar escrito e serve como uma bússola para o trabalho.

7. Cada etapa deve ter um objetivo?
Sim. Apesar de o projeto necessitar de um propósito central (trabalhar comportamentos escritores, por exemplo), cada atividade deve ter o seu, sempre relacionado ao principal. Quando se sabe o que é preciso ensinar em cada momento, é mais fácil intervir e ajudar a turma a avançar. Esse conceito norteou a prática da professora Eudes da Silva Alves, da EMEB Doutor José Ferraz de Magalhães Castro, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, quando desenvolveu um projeto sobre contos de aventura com uma turma do 5º ano.

Primeiro, ela ofereceu às crianças diversos livros para ampliar o repertório. Depois, propôs uma análise das características do gênero estudado, sistematizando os conhecimentos adquiridos. Na sequência, realizou uma produção coletiva para que a turma se familiarizasse com esse tipo de texto. Por fim, os alunos redigiram as próprias versões, que foram revisadas com o apoio de Eudes.

Em alguns momentos, é possível pensar em objetivos secundários que não tenham necessariamente relação com o propósito de ensino maior. É comum isso ocorrer em atividades relacionadas ao produto final, como no caso de as crianças fazerem um desenho para a capa do livro da turma. Isso não está ligado à escrita, mas é uma ação comum na produção de publicações - dentro e fora da escola. Já que se quer preservar as práticas sociais, vale prever isso. O principal cuidado é não reservar muito tempo para esses momentos secundários. Eles devem ser pontuais e focados.

8. Como antecipar as dificuldades dos alunos?
Mais do que antecipar dúvidas, é preciso pensar em atividades específicas para estudantes com níveis diferentes de saber. Para contemplar todos eles, há três saídas: variar a complexidade das tarefas apresentadas, organizar os alunos em grupos e dar atenção àqueles que mais precisam. Para evitar problemas em relação a atividades como pesquisas, entrevistas e interpretação de dados, a solução é investigar as experiências que os estudantes tiveram anteriormente e, se necessário, reservar um tempo para o trabalho com esses procedimentos. Outra opção é retomar registros de atividades anteriores e verificar os pontos que vão necessitar de mais atenção durante o projeto.

9. Todas as atividades devem ser em grupo?
Não. Um bom projeto contempla atividades em que os alunos atuam sozinhos, em duplas e em grupos. Porém, como os projetos envolvem a turma toda e o produto final é uma obra coletiva, muitos pensam que tudo deve ser feito em equipe. É importante que as ações estejam articuladas entre si, como no projeto Galeria Virtual de Arte. A atividade começa coletivamente, com a ampliação do repertório da turma e a apresentação de uma ferramenta eletrônica que possibilita as visitas. Para conhecer o acervo e trocar impressões sobre ele, são formados trios. De novo juntos, todos escolhem quadros para compor uma galeria e, na sequência, cada aluno fica responsável pela legenda de um quadro, mostrando o que aprendeu.

Um bom critério para definir de que forma os estudantes vão realizar a tarefa é sua complexidade. A leitura de um texto, por exemplo, deve ser feita em grupo quando a garotada tem pouca experiência com o tema ou o gênero. A pesquisadora Delia Lerner, em um artigo publicado na revista argentina Letra y Vida, afirma que a discussão entre os alunos numa situação como essa é fundamental porque obriga cada um deles a justificar sua interpretação e, assim, tomar consciência das próprias contradições, além de conhecer a interpretação dos colegas. Depois dessa etapa, realizar sozinho uma atividade baseada nas informações do texto fica bem mais fácil.

10. Como apresentar a proposta à turma?
O primeiro passo é criar um clima de curiosidade. Para envolver a garotada, de nada adianta só dizer: "Vamos trabalhar nos próximos meses com um projeto". "O sucesso da estratégia está condicionado ao interesse despertado no estudante, valorizado como pesquisador e expositor do que apreendeu", explica Jorge dos Santos Martins, autor de livros sobre projetos de pesquisa.

O ideal é começar a conversa problematizando o tema e o produto final. Nesse caso, o recomendado é envolver os alunos na discussão sobre como chegar ao resultado esperado. A professora Lisiane Hermann Oster, do Sesquinho - Escola de Educação Infantil do Sesc, em Ijuí, a 410 quilômetros de Porto Alegre, seguiu à risca essa recomendação. Ao desenvolver um projeto sobre o sistema de numeração com uma turma de 5 anos, ela se baseou nas seguintes questões: para que servem os números? Onde eles aparecem em nosso dia a dia? Os pequenos falaram do número do sapato, do peso e da altura. Só então ela propôs criarem um jogo de cartas do tipo Supertrunfo e perguntou como fazer isso. Com os passos do trabalho já previstos, Lisiane foi ajustando o que eles diziam e apresentou as etapas a ser seguidas.

11. Quando é preciso replanejar?
Sempre, já que nunca o que foi previsto se confirma totalmente na prática. Em geral, o planejamento é ajustado e repensado a cada etapa vencida, de acordo com os indícios que os alunos dão sobre o que estão efetivamente aprendendo durante o processo. É comum identificar pontos que precisam ser retomados antes de iniciar a etapa seguinte ou conteúdos que necessitam ser reforçados para garantir novas aprendizagens. "Todo professor deve se perguntar ao fim de cada atividade ou etapa se o andamento do trabalho está de acordo com o que quer ensinar", recomenda Paula Stella, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa Cedac, em São Paulo. Um alerta: ter de replanejar uma parte do projeto é muito diferente de desenvolver o trabalho de forma intuitiva. Quando não há um plano, as intervenções ficam menos efetivas e o professor tem de correr, ao término de cada aula, para preparar as atividades da próxima. Replanejar é retornar à etapa anterior, incluir uma nova ou repensar aspectos das que estavam previstas.

12. Vale interferir para aperfeiçoar o produto final?
Sim, mas desde que o objetivo seja fazer com que a própria turma aperfeiçoe o trabalho realizado. Não é tarefa do professor melhorar sozinho o acabamento de um cartaz ou o texto de um diário de campo escrito pelos alunos. Como já devem ter entrado em contato com diversos modelos do produto final escolhido, eles podem retomá-los, comparar ao que produziram e corrigir trechos que não ficaram a contento. "Quando está envolvida com o propósito social do projeto e sabe para que ele serve, a garotada se dispõe a refazê-lo inúmeras vezes", avalia Paula Stella. Prova disso é o projeto sobre a transição do trabalho escravo para o assalariado livre no Brasil, realizado por Juliano Custódio Sobrinho na EM João de Deus Rodrigues, em Petrópolis, a 68 quilômetros do Rio de Janeiro. Para a montagem de um seminário (o produto final escolhido), os alunos realizaram entrevistas com moradores da cidade. Além de pedir que retomassem algumas conversas, ao avaliar um esboço do painel de apoio e da apresentação, o professor apontou problemas e estimulou a construção de novas versões, no que foi prontamente atendido.

13. Como avaliar os estudantes?
No caso dos projetos, são três os eixos de aprendizagem que podem ser considerados na avaliação:
- o conteúdo;
- o aprofundamento no tema;
- a aproximação com a prática social relacionada ao produto final.

As respostas dadas pelos alunos ao longo do processo dão pistas sobre o que já foi compreendido e no que ainda é preciso avançar, assim como os momentos de sistematização dos conteúdos - quando a turma define com suas palavras os conceitos estudados. Para Delia Lerner, o processo permite diminuir a incerteza do professor e do aluno porque nele se passam a limpo os conteúdos ensinados e aprendidos. Outra boa estratégia é, no fim de cada atividade, fazer uma análise das produções, que funcionam como um retrato da aprendizagem até aquele ponto. O conjunto delas pode revelar os avanços e os problemas enfrentados por cada um. Da mesma maneira, o produto final, em suas sucessivas versões, também mostra o percurso pelo qual o aluno passou.

Os projetos possibilitam ainda uma avaliação do trabalho do professor e indicam em que pontos sua condução precisa ser ajustada. Um meio de fazer isso é pensar nos objetivos de ensino e nas condições didáticas oferecidas. A análise das produções realizadas e das respostas dadas pelos estudantes no desenvolvimento do projeto também pode ser vista sob a ótica do ensino. Algumas questões que norteiam as análises: a forma de conduzir o trabalho foi adequada? Foram feitas intervenções sempre que necessário? As atividades responderam ao objetivo de cada etapa? Os materiais usados foram adequados? O tempo previsto foi suficiente? Esse tipo de reflexão tem uma importância formativa única para o professor e pode impactar positivamente a prática cotidiana.

14. Qual a importância da culminância?
São duas as funções principais das cerimônias de fechamento de um projeto didático: dar ao aluno visibilidade para o processo de aprendizagem pelo qual passou e apresentar o trabalho da turma para a comunidade e os pais, que são estimulados a perceber o avanço de seus filhos.

O evento só cumprirá esses dois papéis se estiver prevista a exposição dos objetivos de cada atividade realizada, dos registros das várias versões do produto final e das fotos que ilustram o processo. Fazer uma festa bonita não deve ser a maior preocupação da escola- como é bastante comum -, mas o mínimo de organização precisa ser garantido.

Sem despender muito tempo nessa tarefa, professores e gestores precisam tomar uma série de providências, como conseguir microfones para as apresentações orais, organizar as cadeiras para os convidados e distribuir pelo espaço reservado para o evento suportes para expor os trabalhos. "Não é correto transformar a culminância na grande estrela de um projeto. O mais atrativo é o caminho pelo qual todos passaram e as realizações das crianças", explica Maria Alice Junqueira. Alerta: a participação dos alunos na culminância deve ter caráter pedagógico, incluindo a definição de critérios para a exposição do material, e não na produção de enfeites, o que não se relacionam a nenhum objetivo.











ENCERRANDO A 8a BIENAL DO MERCOSUL - ENSAIOS DE GEOPOÉTICA

Mediadores da Mostra Geopoéticas oferecem visitas guiadas especiais – 8ª Bienal do Mercosul

Nos dias 12, 13 e 15 de novembro o público poderá fazer visitas guiadas especiais pela mostra Geopoéticas, da 8ª Bienal do Mercosul no Cais do Porto. O projeto, intitulado Mediações Nômades tem o objetivo de oferecer mediações que abordam temas transversais aos do projeto curatorial damostra, através de visitas temáticas.
As visitas iniciam no sábado, dia 12 de novembro, às 14h, com o tema Fronteira(s), mediada por Luciana de Mello. No mesmo dia, às 15h30, Dannilo Melo propõe aosvisitantes um questionamento sobre Noções de Tempo na Contemporaneidade.
No domingo, dia 13 de novembro, às 12h, Renata Job realiza um percurso com o tema Arte como documento, documento como arte: relações geopoéticas. Às 15h30, Natália Souza Silva e Andre Jaeger da Cunha fazem a mediação intitulada Mistura de Culturas / Ensaios de Geopoéticas. Às 17h30, Helena dos Santos Moschoutis aborda o tema Construções da verdade.
Na terça-feira, 15 de novembro, último dia da 8ª Bienal, as visitas iniciam às 10h30 com a mediação Centro-periferia, orientada por Luciana de Mello. Às 15h30,Katyúscia Sosnowski aborda Paralelos entre o Mundo Bienal e o Mundo digital: diálogos entre Arte/Educação e tecnologias digitais – o início dessa visita se dá no saguão de entrada do Santander Cultural, que recebe a mostra Eugenio Dittborn. A programação encerra-se com Dannilo Melo tratando das Zonas de Autonomia Poética (ZAPs), às 17h30.
As inscrições são gratuitas, por ordem de chegada, na Central de Informações da Bienal no Cais do Porto (entre os Armazéns A3 e A4).

Mediações Nômades
Inscrições gratuitas no horário da atividade na Central de Informações da Bienal do Cais do Porto (entre os Armazéns A3 e A4)

Sábado, dia 12 de novembro
14h – Fronteira(s), mediação de Luciana de Mello
15h30 – Noções de Tempo na Contemporaneidade, mediação de Dannilo Melo

Domingo, dia 13 de novembro
12h – Arte como documento, documento como arte: relações geopoéticas, mediação de Renata Job
15h30 – Mistura de Culturas / Ensaios de Geopoéticas – mediação de Natália Souza Silva e Andre Jaeger da Cunha
17h30 – Construções da verdade – mediação de Helena dos Santos Moschoutis

Terça-feira, 15 de novembro
10h30 – Centro-periferia, mediação de Luciana de Mello
15h30 – Paralelos entre o Mundo Bienal e o Mundo digital: diálogos entre Arte/Educação e tecnologias digitais, mediação de Katyúscia Sosnowski. O início dessa visita se dá no saguão de entrada do Santander Cultural, que recebe a mostra Eugenio Dittborn.
17h30 – Zonas de Autonomia Poética (ZAPs), mediação de Dannilo Melo

ARTE, EDUCAÇÃO E PRÁTICAS SOCIAIS EM MINAS

ARTE, EDUCAÇÃO E PRÁTICAS SOCIAIS EM MINAS, a exemplo do Rio Grande do Sul precisamos implementar essa proposta em Minas de forma ampla e efetiva.

Conforme afirmou Pablo Helguera, curador pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul, é importante difundir o modelo pedagógico praticado pela Bienal do Mercosul: “o aspecto pedagógico de grandes exposições e bienais é geralmente limitado ou praticado com relutância. Em contraste, a Bienal do Mercosul é um caso excepcional, tanto pelo seu compromisso com a pedagogia quanto pela sua íntima relação com o público local”, afirma.
 “Desde seu início, o programa de formação de mediadores desta bienal tem tido a dupla função de escola, gerando uma disposição única para o campo da mediação na cidade de Porto Alegre. Nessa 8ª edição, além da possibilidade de convidar artistas cuja obra incorpora ativamente elementos da pedagogia, o tema da 8ª Bienal, ‘Ensaios de Geopoética’, a meu ver, oferecia também um convite para literalizar a noção de expansão do campo de ação da pedagogia.
Desse modo, propusemos a ideia de se imaginar a pedagogia como um território que possui diferentes regiões. Uma delas, a mais conhecida, situa-se no âmbito da interpretação ou da educação como instrumento para entender a arte; a segunda é a fusão de arte e educação (como a prática artística dos artistas mencionados anteriormente), e a terceira é a arte como instrumento da educação, a qual denominei ‘arte como conhecimento do mundo’”, conclui o curador.

O PROJETO PEDAGÓGICO DA 8a BIENAL DO MERCOSUL - SEMINÁRIO INTERNACIONAL: PEDAGOGIA NO CAMPO EXPANDIDO





Evento de encerramento da Bienal vai trazer especialistas internacionais
para abordar a relação entre arte, educação e práticas sociais 

 A CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica é apoiadora especial
da 8ª Bienal do Mercosul.
Ações do Projeto Pedagógico
são patrocinadas pelo Banco Itaú com apoio do Grupo RBS

No fim de semana de encerramento das exposições da 8ª Bienal do Mercosul, o Projeto Pedagógico promove um grande seminário internacional, que vai discutir a relação entre arte, educação e práticas sociais a partir de temas como Transpedagogia, Arte e interpretação e Arte como espaço de sociabilidade econhecimento. Intitulado Pedagogia no Campo Expandido, o seminário vai trazer grandes especialistas nacionais e internacionais, como a professora da Universidade da Califórnia Shannon Jackson, a curadora de arte e educação do Instituto Cultural Inhotim Janaína Melo, a diretora de educação do MoMa Wendey Woon e Sally Tallant, Coordenadora de Programação da Serpentine Gallery, em Londres, e Diretora Artística da Bienal deLiverpool.
O objetivo do seminário é abordar temáticas presentes no Projeto Pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul. O evento também contará com uma mesa final de avaliação dessa edição da Bienal, com a presença de Luiz Guilherme Vergara e Jessica Gogan, responsáveis pela avaliação do Projeto Pedagógico e os curadores da 8ª Bienaldo Mercosul, José Roca, Pablo Helguera, Aracy Amaral, Cauê Alves, Paola Santoscoy, Alexia Tala e Fernanda Albuquerque.
Pablo Helguera, curador pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul, afirma que é importante difundir o modelo pedagógico praticado pela Bienal do Mercosul: “o aspecto pedagógico de grandes exposições e bienais é geralmente limitado ou praticado comrelutância. Em contraste, a Bienal do Mercosul é um caso excepcional, tanto pelo seu compromisso com a pedagogia quanto pela sua íntima relação com o público local”, afirma. “Desde seu início, o programa de formação de mediadores desta bienal tem tido a dupla função de escola, gerando uma disposição única para o campo da mediação na cidade de Porto Alegre. Nessa 8ª edição, além da possibilidade de convidar artistas cuja obra incorpora ativamente elementos da pedagogia, o tema da 8ª Bienal, ‘Ensaios de Geopoética’, a meu ver, oferecia também um convite para literalizar a noção de expansão do campo de ação da pedagogia. Desse modo, propusemos a ideia de se imaginar a pedagogia como um território que possui diferentes regiões. Uma delas, a mais conhecida, situa-se no âmbito da interpretação ou da educação como instrumento para entender a arte; a segunda é a fusão de arte e educação (como a prática artística dos artistas mencionados anteriormente), e aterceira é a arte como instrumento da educação, a qual denominei ‘arte como conhecimento do mundo’”, conclui o curador.
O seminário acontece no dia 12 de novembro, das 10h às 18h horas, no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. As inscrições são gratuitas e estão abertas a partir do dia 01 a 10 de novembro, através do formulário http://www2.portoalegre.rs.gov.br/encontros_bienal. São 140 vagas disponíveis, além de 50 lugares para assistir ao evento através de um telão disponível em sala auxiliar e transmissores de tradução simultânea. O evento também terá transmissão simultânea online pelo site da Bienal do Mercosul – http://web.emmilia.com/a/c.php?l=6tS&e=-Oo&a=Pgk5&v=Q9L0C&q=%3FC%3D7f7c4bc90b764fffa3349ade364c5598%26amp%3BURL%3Dhttp%253a%252f%252fwww.bienalmercosul.art.br%252f.
No mesmo dia, às 18h, ocorre o lançamento da publicação Pedagogia no Campo Expandido, organizada pelo curador pedagógico da 8ª Bienal do Mercosul, Pablo Helguera e a Coordenadora do Projeto Pedagógico, Mônica Hoff, na Sala O Arquipélago.

Serviço
Seminário Internacional Pedagogia no Campo Expandido
12 de novembro, das 10h às 18h
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Auditório Barbosa Lessa
Rua dos Andradas, 1223 – centro – Porto Alegre – RS
Inscrições gratuitas de 1º a 10 de novembro, através de formulário no link http://www2.portoalegre.rs.gov.br/encontros_bienal. São 140 vagas no auditório, e mais 50 vagas em uma sala auxiliar com telão,sonorização e transmissores de tradução simultânea.
Informações: 55 51 32547500 ou projetopedagogico@bienalmercosul.org.br

Lançamento do livro Pedagogia no Campo Expandido
Organização: Pablo Helguera e Mônica Hoff
12 de novembro, às 18h
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Sala O Arquipélago
Entrada franca
Confira a programação do evento:
09h30 - credenciamento

10h - Mesa Arte como espaço de sociabilidade e conhecimento | Convidados: Shannon Jackson (Professora Universidade da California) e Sofía Olascoaga (curadora educativa independente)

11h30 - Mesa Arte e Interpretação | Convidados: Wendy Woon (Diretora de Educação do MoMA/NY), Janaína Melo (Curadora de Arte e Educação do Instituto Cultural Inhotim - MG) e Guilherme Teixeira (artista e educador, coordenou a Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo, de 2007 a 2010)

13h - intervalo

15h - Mesa Transpedagogia | Convidados: Sally Tallant (Coordenadora de Programação da Serpentine Gallery, em Londres, e Diretora Artística da Bienal de Liverpool) e Payam Sharifi (artista do Coletivo Slavs and Tatars, presente na 8ª Bienal do Mercosul)

16h30 - Notas sobre a 8ª Bienal do Mercosul. Convidados: Jessica Gogan (curadora e educadora independente, Brasil), Luiz Guilherme Vergara (educador, pesquisador e professor do Departamento de Arte da UFF/RJ, Brasil) e curadores da 8ª Bienal do Mercosul

18h - Lançamento da publicação Pedagogia no campo expandido, livro organizado por Pablo Helguera e Mônica Hoff, na Sala O Arquipélago do CCCEV

Serviço

Seminário Internacional Pedagogia no Campo Expandido

12 de novembro, das 10h às 18h

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - Auditório Barbosa Lessa

Rua dos Andradas, 1223 - centro - Porto Alegre - RS

Informações: 55 51 32547500 ou
projetopedagogico@bienalmercosul.org.br



Lançamento do livro Pedagogia no Campo Expandido

Organização: Pablo Helguera e Mônica Hoff

12 de novembro, às 18h

Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - Sala O Arquipélago

Entrada franca


8ª Bienal do Mercosul - informações gerais

Período: 10 de setembro a 15 de novembro de 2011

Todos os dias da semana, das 09h às 21h, com entrada franca

Porto Alegre, RS, Brasil


Acesse
www.bienalmercosul.art.br para acompanhar as novidades do projeto. Leia o blog dos curadores e acompanhe o dia-a-dia da concepção e produção do evento: www.bienalmercosul.art.br/blog. Siga a Bienal no twitter e no facebook: http://twitter.com/bienalmercosul e www.facebook.com/bienaldomercosul.

Sobre os participantes
Guilherme Teixeira: Mestre em artes visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Desde 1998 atua como educador em diversas instituições culturais. Entre 2007 e 2010 dirigiu a Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo. Como artista apresentou seu trabalho em diversas exposições, coletivas e individuais, desde 2002.
Janaína Melo: é historiadora com atuação na área crítica de arte, curadoria, pesquisa e ensino de arte. Graduada em História (UFMG) e pós graduada em Pesquisa e Ensino de Arte Contemporânea pela Escola Guignard, UEMG. Atualmente é Curadora de Arte e Educação do Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho (M) e professora de Crítica de arte na Escola Guignard. Vive e trabalha em BeloHorizonte.
Jessica Gogan: é curadora/educadora independente, trabalha com projetos no Brasil e Estados Unidos e desenvolve pesquisa em História da Arte para o PhD na University of Pittsburgh, EUA. É co-fundadora do Instituto MESA e co-coordenadora do Núcleo Experimental de Educação e Arte, Museu de Arte Moderna, RJ. Foi diretora de educação e curadora de projetos especiais do Museu AndyWarhol nos EUA, tendo realizado exposições e projetos nas áreas de arte, educação e desenvolvimento social, incluindo parceiras internacionais na Rússia e Brasil. Jessica publicou vários artigos e tem participado de debates e seminários sobre arte, curadoria e educação no MoMA New York, na American Association of Art Museum Directors e na American Association fos Museum. 
Luiz Guilherme Vergara: Mestre em Artes e Instalações Ambientais pelo Studio Art and Environmental Program do Art Department, New York University, em 1993.  Doutor em Arte e Educação pelo Programa de Arte e Educação do Art Department, New York University. Diretor Geral do MAC-Niterói, de 2005 a 2008. Diretor da Divisão de Arte Educação (1996-2005) e coordenador do curso de Graduação em Produção Cultural da UFF (2007-2010), junto ao Departamento de Arte da UFF/RJ.
Payam Sharifi / Slavs and Tatars: Slavs and Tatars  é uma facção de polêmicas e intimidades devotada para uma área a leste do antigo muro de Berlim e ao oeste da Muralha da China conhecido como Eurásia. O trabalho desse coletivo passa por diversas mídias, disciplinas e um amplo espectro de registros culturais (altos e baixos) focados em uma esfera de influência normalmenteesquecida entre eslavos, caucasianos e centro-asiáticos.
Sally Tallant: É Chefe de Programas da Serpentine Gallery em Londres, onde é responsável pelo desenvolvimento e entrega de programa integrado de mostras, arquitetura, educação e programação pública. Desde 2001, tem desenvolvido um ambicioso programa de projetos de artistas e comissões, conferências, debates e eventos. Foi curadora em performances, eventos sonoros, mostras de cinema, e conferências incluindo o início da série Noites no Parque (Park Nights)nos pavilhões da Serpentine Gallery com Hans Ulrich Obrist. Desde 2007, supervisionou a entrefa de cinco grandes mostras por ano na Galeria, inclindo as de Jeff Koons, Klara Liden, Michelangelo Pistoletto, Mark Leckey e outros.

Sofía Olascoaga: Trabalha nas intersecções da arte e da educação, ativando espaços para o pensamento crítico e ação coletiva. Através de educação museal, prática artística e iniciativas curatoriais, procura ocupar-se de formas produtivas de questionamento e experimentação no papel social da arte. Olascoaga foi bolsista curatorial no Programa de Arte Independente Norte-Americana no Whitney Museum em 2010 e recebeu seu BFA da La Esmeralda National School ofFine Arts (Cidade do México). Entre 2007 e 2010 foi chefe dos programas públicos e de educação no Museu de Arte Carrillo Gil na Cidade do México, onde fundou o Estúdio Abierto, uma plataforma de programação interdisciplinar que desafia formatos de eventos e as relações dos museus com as suas comunidades. É ganhadora do Prêmio do Fundo Nacional De Artes e Cultura para Jovens Artistas FONCA (2010).

Shannon Jackson: Ganhadora da distinção Richard e Rhoda Goldman e professora de retórica e teatro, dança e estudos performáticos na Universidade de Berkeley, Califórnia, onde também é diretora do Centro de Estudos Artísticos. Seus livros exploraram a relação entre performance e reforma social (Lines of Activity), entre performance e tendências interdisciplinares na educaçãosuperior (Professing Performance) e, mais recentemente, entre performance e arte contemporânea engajada socialmente (Social Works: Performing Art, Supporting Publics). Publicou em diversos periódicos, coordenou diversos projetos de arte comunitária e atua em uma série de conselhos relativos às artes, performance e novas mídias.
Wendy Woon: diretora de Educação do Museum of Modern Art – MoMA (Nova Iorque/ EUA). Foi Diretora de Educação do Museum of Contemporary Art de Chicago, de 1995 a 2006.