terça-feira, 22 de novembro de 2011

A CHITA EM AULAS DE ARTES VISUAIS - CONHECIMENTO ARTÍSTICO E ESTÉTICO

OS ORATÓRIOS EM SALAS DE AULAS DE ARTES VISUAIS EM MINAS: DO MUSEU, DOS CATÁLOGOS PARA A SALA DE AULA

ALEIJADINHO EM SALAS DE AULAS DE ARTES VISUAIS EM MINAS: DO MUSEU, DOS CATÁLOGOS PARA A SALA DE AULA

O ENSINO DE ARTE - UMA REFLEXÃO SOBRE A NECESIDADE DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES PARA A FORMAÇÃO ADEQUADA DOS ESTUDANTES

Por Rosa Iavelberg 
A educação em arte ganha crescente importância quando se pensa na formação necessária para uma adequada inserção social, cultural e profissional do jovem contemporâneo. Ela imprime sua marca ao demandar um sujeito da aprendizagem criador, propositor, reflexivo e inovador. Se hoje o aluno deve ser formado para enfrentar situações incertas e para resistir às imposições de velocidade e de fragmentação que caracterizam a contemporaneidade, a arte pode colaborar e muito. Na construção da identidade artística das crianças e dos jovens que frequentam as escolas, os professores têm um papel significativo. Sua colaboração é ainda maior quando sabem respeitar os modos de aprendizagem e dedicar o tempo necessário a fornecer orientações e conteúdos adequados para a formação em arte, que inclui tanto saberes universais como aqueles que se relacionam ao cotidiano do aluno.

É o professor quem promove o fazer artístico, a leitura dos objetos estéticos e a reflexão sobre a arte, de modo que o aluno possa se desenvolver como um sujeito governado por si próprio ao mesmo tempo em que interage com os símbolos da cultura. Além de debater os conteúdos específicos da área, o professor deve estar atento para o temperamento de cada aluno, observando suas ações e individualidade. Ou seja, na formação em arte o plano da subjetividade dialoga permanentemente com as informações e orientações oferecidas pelo professor. Acolher e exigir são os pólos da oscilação pendular, que representa os movimentos do professor nas orientações didáticas em arte. Dessa forma, são criadas as condições para que o aluno sinta-se bem ao manifestar seus pontos de vista e mostrar suas criações artísticas na sala de aula, além de favorecer a construção de uma imagem positiva de si mesmo como conhecedor e produtor em arte.

Assim, fazem parte do conjunto de ações desenvolvidas pelo professor nessa área: orientar os processos de criação artística oferecendo suporte técnico, acompanhando o aluno no enfrentamento dos obstáculos inerentes à criação, ajudando-o na resolução de problemas com dicas e perguntas e fazendo-o acreditar em si mesmo; propor exercícios que aprimoram a criação, informando-o sobre a História da Arte; promover a leitura, a reflexão e a construção de idéias sobre arte e ainda documentar os trabalhos e textos produzidos para análise e reflexão conjunta na sala de aula Cada imagem, cada gesto, cada som que emerge nas formas artísticas criadas em sala de aula têm grande importância, uma vez que se referem ao universo simbólico do aluno.

Portanto, exigem a atuação precisa do professor, o planejamento do tempo, a organização do espaço e a atenção aos processos de comunicação, tanto entre professor e aluno como entre os colegas de classe. Uma aprendizagem artística assim percorrida deixará marcas positivas na memória do aprendiz, um sentimento de competência para criar, interpretar objetos artísticos e refletir sobre arte sabendo situar as produções. Além disso, o aluno aprende a lidar com situações novas, inusitadas e incorpora competências e habilidades para expor publicamente suas produções e idéias com autonomia.

Isso não significa que arte promova a auto-estima num passe de mágica, pela simples afirmativa de que tudo o que o aluno faz e pensa em arte é ótimo. Cada um se sentirá confiante em relação a sua arte à medida que aprender efetivamente, atendendo aos três eixos de aprendizagem significativa: fazer, interpretar e refletir sobre arte, sabendo contextualizá-la como produção social e histórica. Dominar os processos de criação em arte, construindo um percurso cultivado, ou seja, informado pela cultura requer um professor orientador, que incentiva a produção, ensina os caminhos da criação e solicita do aluno envolvimento e constância. O apoio do professor, por sua vez, é alimentado pela sua atualização permanente, necessária para se ter familiaridade com o universo procedimental da arte.

Também as leituras de objetos artísticos, outra competência que promove a imagem positiva do aprendiz, devem ter papel destacado na sala de aula, porque além de cumprirem o papel de formação cultural, conectam a aprendizagem escolar ao patrimônio cultural. A instância de formação escolar integrada à produção social da arte é um aprendizado para a participação do jovem na sociedade. Ao atribuir e extrair significados das produções de críticos, historiadores da arte, jornalistas, artistas, filósofos, com a mediação do professor, os jovens compreendem e se situam no mundo como agentes transformadores. Nesse percurso de construção de saberes, cada aluno fará escolhas com liberdade e discernimento, o que caracteriza os processos de criação em arte e de aprendizagem autoral. Será, sim, influenciado pelas culturas, mas contará com traços propositivos e transformadores, próprios dos modos de continuar aprendendo sempre e por si, dentro e fora da escola, renovando-se em contato a diversidade de manifestações artísticas que revelam o movimento contínuo da arte e do conhecimento. A vida cultural pode (e deve) transitar pela escola. A visita a feiras e ateliês, mostras da cidade, apresentações de dança, teatro e música tem o objetivo de estabelecer a comunicação permanente entre o que se estuda e a cultura em produção, além dos estudos referentes à História da Arte.

Um aluno preparado para o futuro é aquele que acompanha seu tempo, ancorado em uma sólida formação. Nesse aspecto, a arte é, sem dúvida, uma base imprescindível por incluir as formas simbólicas que dizem respeito à humanização de todos os tempos e lugares.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1985.
COLL, C. & MARTÍN E. & MAURI, T. & MIRAS, M. & ONRUBIA, J. & SOLÉ, I. & ZABALA, A. O Construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997.
FERRAZ, Maria Heloisa C. T. & FUSARI, Maria F. R. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1992.
FERNANDO, Hernandez & VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.
IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender Arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.
________________. Material didático como meio de formação – criação e utilização. In: Educação com arte/série Idéias 31. São Paulo: FDE, 2004.
Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, MEC/SEF, 1997.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.


Rosa Iavelberg é doutora em Arte-Educação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Coordenou e elaborou os Parâmetros Nacionais Curriculares do Ensino Fundamental de 1a a 4a séries.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SEMINÁRIO RECONFIGURAÇÕES DO PÚBLICO: ARTE, PEDAGOGIA E PARTICIPAÇÃO


O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em parceria com o departamento de educação e o programa internacional do MoMA de Nova York, a Casa Daros e a Fundação Bienal do Mercosul realizou de 8 a 10 de novembro de 2011 o seminário internacional Reconfigurações do público: arte, pedagogia e participação, um evento transdisciplinar que discutirá as perspectivas de atuação dos museus, instituições e espaços culturais alternativos no século 21.

O evento, que terá mesas-redondas, oficinas e grupos de estudos, discutirá de que maneira artistas, curadores e educadores podem responder às demandas atuais da sociedade.Cabe ressaltar o importante investimento da Petrobras para a realização desse Seminário,  que representa para nós o reconhecimento  ampliado do papel crítico da educação por parte desta fundamental mantenedora do MAM Rio, na circulação e pertencimento dos mais diversos e bem-vindos públicos ao museu, atualizando a compreensão de patrimônio, memória, produção e difusão das artes que envolve a missão deste momento da cidade do Rio de Janeiro,  que inspira  este evento internacional.

O seminário comemora um ano de existência do Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM Rio, uma experiência bem-sucedida interligada à curadoria do MAM, que busca afirmar uma nova perspectiva critica de atuação do Museu como laboratório de integração entre práticas curatoriais, artísticas e pedagógicas.

Este evento é resultado da parceria com o departamento de educação e o programa internacional do MoMA de Nova York, dando continuidade ao seminário realizado na instituição americana em julho último em colaboração com Jessica Gogan e Luiz Guilherme Vergara. Estarão no seminário do MAM Rio Wendy Woon e Pablo Helguera, diretora do departamento de educação e diretor do programa acadêmico e de adultos do MoMA.

A Fundação Bienal do Mercosul, através do seu projeto pedagógico na 8ª Bienal do Mercosul, é uma outra parceira importante.  Estarão presentes o curador-geral da 8ª Bienal do Mercosul, José Roca, o curador pedagógico Pablo Helguera e a coordenadora geral do projeto pedagógico Mônica Hoff.

Outro parceiro do seminário é a instituição Casa Daros, ligada à Coleção Daros-Latinamerica, com sede em Zurique, Suíça, uma das maiores no mundo em obras contemporâneas latino-americanas.  A Casa Daros estará presente no seminário através de seu diretor e sua gerente de arte e educação, Eugenio Valdés Figueroa e Bia Jabor, e trará ainda os artistas colombianos Oscar Muñoz e Juan Manuel Echavarría, que têm obras na coleção suíça e estão à frente de projetos que unem arte e educação.

TRANSDISCIPLINAR
Além deles, o seminário terá a participação de artistas, educadores, historiadores, curadores, sociólogos, e especialistas de várias disciplinas, brasileiros e estrangeiros. Os participantes são os artistas Carlos Vergara, Ernesto Neto, Elisa Bracher e Ricardo Basbaum; as historiadoras de arte Aracy Amaral e Sheila Cabo; a diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Claudia Saldanha; Cristiana Tejo (Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco); Danilo Streck (Unisinos, do Rio Grande do Sul); Frederico Coelho (PUC Rio); Frederico Morais (crítico); Jaílson Silva (Observatório de Favelas); Lígia Dabul (UFF); Luciano Vinhosa (UFF); Mara Pereira (Núcleo do MAM Rio); Márcia Ferran (UFF); e Paulo Herkenhoff (crítico e curador). Também participarão do seminário Janna Graham (Serpentine Gallery, Londres); Mick Wilson (artista, educador e crítico, Dublin, Irlanda), e Irene Small (historiadora de arte, EUA) e Sofia Olascoaga (educadora e curadora, México).

 PROGRAMAÇÃO

MESAS-REDONDAS -
» 8 de novembro de 2011, terça-feira
14h30 – Abertura
15h às 17h – Dilemas sociais na esfera pública da arte – perspectivas históricas e contemporâneas
  • Aracy Amaral, curadora, historiadora e crítica de arte
  • Paulo Herkenhoff, crítico de arte e curador
  • Moderador: Frederico Coelho, pesquisador e historiador (Departamento de Letras da PUC Rio)
17h30 às 19h30 – O Legado dos “Domingos da Criação” no MAM Rio para o futuro da criação
Exibição do filme “Um Domingo com Frederico”, de Guilherme Coelho, sobre os Domingos da Criação no MAM Rio, em 1971, seguido de um bate-papo entre o crítico Frederico Morais, o curador do MAM Rio Luiz Camillo Osorio e o artista Carlos Vergara.
» 9 de novembro de 2011, quarta-feira
11h às 13h – Zona limite: práticas artísticas sociais e culturais – projetos colombianos participantes da 8ª Bienal do Mercosul
  • Juan Manuel Echavarría, artista que realiza o projeto “La guerra que no hemos visto”
  • Oscar Muñoz, artista e diretor do projeto “Lugar a Dudas”
  • Moderador: Eugenio Valdés Figueroa, diretor de arte e educação da Casa Daros
14h30h às 16h30h – Artistas, instituições e a esfera pública
  • Mick Wilson, artista, educador e critico (Dublin, Irlanda) – co-organizador da publicação “Curating and the Educational Turn”
  • Eugenio Valdés Figueroa, diretor de arte e educação da Casa Daros
  • Debatedores:  Ernesto Neto  e Ricardo Basbaum
  • Moderador: Luiz Guilherme Vergara, departamento de arte, UFF, coordenador do Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM Rio e fundador do Instituto MESA
17h às 19h – O sentido do público: perspectivas e intercâmbios entre arte e pedagogia
  • Danilo Streck, professor no programa de pós-graduação em educação da UNISINOS, do Rio Grande do Sul
  • Pablo Helguera, artista e diretor do programa acadêmico e de adultos do MoMA
  • Debatedores: Claudia Saldanha, diretora da Escola de Arte Visuais do Parque Lage e Sheila Cabo, historiadora da arte, professora do Instituto de Artes da UERJ
  • Moderador: Jessica Gogan, coordenadora do Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM Rio, fundadora do Instituto MESA, e doutoranda em história de arte pela Universidade de Pittsburgh, EUA
» 10 de novembro de 2011, quinta-feira
14h30h às 16h30h – Reconfigurações curatoriais e pedagógicas nas instituições: arquivo, projeto e  publicação
  • Wendy Woon, diretora de educação do MoMA de Nova York
  • Mara Pereira, coordenadora de ações e conteúdo do Núcleo Experimental do MAM Rio
  • Janna Graham, curadora de projetos da Serpentine Gallery, Londres
  • Moderador: Cristiana Tejo, Fundação Joaquim Nabuco, Recife
17h às 19h: Zona limite – arte, cultura e agenciamentos: perspectivas curatoriais, artísticas e socioculturais
  • José Roca, curador geral da 8ªBienal do Mercusul – “Ensaios de Geopoética”
  • Elisa Bracher, artista
  • Jailson Silva, geógrafo e sociólogo, professor da UFF e fundador do Observatório de Favelas
  • Moderador: Marta Mestre
Coordenação: Jessica Gogan e Luiz Guilherme Vergara (Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM)
Colaboração: Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre (Curadoria do MAM)
Parceria: Departamento de Educação e Programa Internacional do MoMA de Nova York, Casa Daros e Fundação Bienal do Mercosul
Patrocínio: Petrobras
Apoio: Fundação Roberto Marinho
Mantenedores do MAM: Light e Petrobras
Patrocinadores do Núcleo Experimental de Educação e Arte: Petrobras e Unimed-Rio

A ARTE, ARTES VISUAIS O ENSINO DE ARTES VISUAIS NO 13o SEMINÁRIO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA UEMG




Começa quarta-feira, dia 16, em Belo Horizonte, a 13ª edição do Seminário de Pesquisa e Extensão, um relevante evento do estado de Minas Gerais para divulgação de resultados de iniciação científica, pesquisas e de projetos extensionistas realizados na UEMG.Estão inscritas para apresentação e audição mais de 600 pessoas entre alunos e professores da UEMG e de outras instituições de Ensino.

Segundo a coordenação do evento, o Seminário tem como princípios a divulgação dos trabalhos realizados pelos jovens que participam de programas institucionais de bolsas de iniciação científica e extensão e sua integração com a comunidade. “A organização deste ano é mais temática que a dos anos anteriores. A distribuição dos materiais pelas salas, por exemplo, será feita por área de conhecimento, permitindo maior interação entre pesquisadores que atuam em áreas similares”, avalia a professora Terezinha Gontijo, pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da UEMG.

Segundo ela, a intenção que começa a se expressar esse ano é ampliar a Abrangência do evento para que compreenda, daqui para frente, uma gama dos projetos de Pesquisa desenvolvidos na Universidade. “O Seminário atualmente é, predominantemente,uma exposição de iniciação científica, ou seja, historicamente os alunos bolsistas têm apresentado os resultados das pesquisas nas quais estão envolvidos, mas isso não contempla o conjunto de pesquisas desenvolvidas na Universidade. Por isso,nesse ano, paralelamente à apresentação dos alunos, iremos promover uma pequena Mostra da Pesquisa, realizada na Universidade”, explica.

A Pró-reitora de Extensão, professora Vânia Aparecida Costa afirmou que o Seminário é uma ocasião única para que os alunos possam mostrar os projetos trabalhados e conhecer outros desenvolvidos por outras unidades. “ O seminário possibilita aos nossos alunos dois momentos: o de mostrar suas atividades como bolsistas e de conhecer a produção da Universidade”. Segundo ela, o Seminário é diferente da Semana UEMG, outro evento da Pró-Reitoria de Extensão, quando atividades de Extensão se espalham por todas as Unidades.

A apresentação dos trabalhos será feita por exposição oral ou pela exibição e explicação de pôsteres informativos. Completando a programação, estão programadas seis mesas coordenadas com professores convidados, uma palestra de abertura e apresentações musicais.
Apresentação
A Universidade do Estado de Minas Gerais promoverá nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2011, em Belo Horizonte, o “13º Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG”, com o objetivo de difundir o ensino superior de qualidade e promover a indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão. Como uma universidade multicampi, a UEMG tem o Seminário como o maior evento integrador das Unidades localizadas em diferentes cidades do Estado de Minas Gerais.
Os principais objetivos do Seminário são divulgar, socializar e avaliar a produção científica e extensionista de alunos bolsistas e de docentes orientadores. Nessa oportunidade, os demais professores e alunos da Universidade também apresentam os resultados de pesquisas e projetos de extensão. O Seminário é aberto ao público em geral.

Promoção e Realização
Universidade do Estado de Minas Gerais
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG)
Pró-Reitoria de Extensão (PROEX)
Apoio
CapesFapemigCNPqMG
Fonte consultada: http://www.uemg.br/seminarios/index.php

AS POSSIBILIDADES E LIMITES DE UMA ESCOLA DE ARTE


Seminário na Guignard debate possibilidades e limites de uma escola de arte

O título deste Seminário é ao mesmo tempo uma escolha e uma herança. Organizado no limiar do processo de abertura política do país, para discutir as questões do ensino artístico na Escola Guignard, o Seminário "Possibilidades e limites de uma escola de arte" de 1980 abordou questões que, de certo modo, ainda hoje, não parecem ter sido esgotadas: os dilemas de um caminho bifronte, entre a formação de artistas e a formação de professores, entre o liberalismo didático e o reconhecimento acadêmico; a necessidade de se conquistar novos espaços e se manter aqueles que configuram memória da instituição; a vigência e atualização do legado de Guignard; uma atuação maior ou menor dos alunos.

Naquele ano, a Escola que caminhava para completar 40 anos ainda era uma instituição em formação, mas que reivindicava como campo de incidência das posições que pretendia tomar, o estado da produção artística brasileira.

Aprender a vitalidade política e reflexiva dessas questões é o propósito deste Seminário de 2011. A partir de certamente outras circunstâncias, suas "mesmas" questões são agora: a discussão em curso sobre a reformulação da matriz curricular da graduação, as relações entre a graduação e a pós-graduação, o projeto de mudança e expansão do espaço da Escola e, por que não, sua participação em questões que excedem seu espaço de decisão.

Programa

09 de novembro - 19h
Guignard inatual
conferência_ Paulo Herkenhoff, curador
mediação_ Cayo Honorato, professor da pós-graduação

10 de novembro - 19h
A escola dentro e fora da escola: história, circunstâncias e projetos.
mesa redonda com ex-diretores da escola
Carlos Wolney, Antonio de Paiva Moura e Sara Ávila
mediação_ Benedikt Wiertz, diretor

11 de novembro - 9h
Ativismo Educativo nas Artes Visuais
conferência_Pilar Pérez
(Universidade Autônoma de Madrid/Espanha)
Mediação_Rachel Vianna, professora da pós-graduação

11 de novembro - 19h
Singularizações em contextos acadêmicos: um currículo disruptivo em artes e o processo escritural na universidade
conferências_ Glória Ferreira (EAV/PL) e Tomaz Tadeu da Silva (FE/ UFRGS)
mediação_ Rosvita Kolb, professora da pós-graduação