sábado, 26 de novembro de 2011

QUADRINISTAS MINEIROS, A PARTIR DO 7o FIQ (FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS), EM SALA DE AULA DE ARTES VISUAIS




O maior evento de quadrinhos brasileiro reuniu a imensa maioria do pessoal que faz HQ no Brasil. Com 13 convidados internacionais, mais de 50 quadrinistas nacionais e 8 exposições, o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte realizou sua sétima edição (bi-anual).

 


Toda a programação aconteceu na Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809), das 9h às 22h com entrada é gratuita, porém eventos como palestras e bate-papos tiveram limite de participantes.









A edição do ano fez homenagem a Maurício de Sousa - desde o cartaz com a Turma da Mônica -, que abriu o evento. Outro nome que foi lembrado este ano foi o de Carlos Trillo, convidado do evento que faleceu no início do ano. As oficinas, sessões de autógrafos, lançamentos e avaliações de portfólios aconteceram na recém-batizada Arena Carlos Trillo.


Os artistas mineiros se preparam para mostrar trabalhos e brigar por novos mercados conforme se pode verificar na entrevista veiculada pelo jornal Estado de Minas:

“O importante é colocar a mão na massa, não ficar cheio de medinho e achar que não tem espaço no mercado, porque tem sim”, recomendaram os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá na última passagem pelo Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, o FIQ. Era 2009 e naquela época a aspirante a desenhista Luciana Cafaggi ziguezagueava pelos corredores do evento à procura de um norte na vida. Passados dois anos, ela voltará a caminhar entre exposições, debates e lançamentos, mas a postura será outra.

A próxima edição do FIQ, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Fundação Municipal de Cultura, começa dia 9 de novembro. Em vez de caça de autógrafos, é bem provável que Luciana dê autógrafos, quem sabe até para os badalados gêmeos. É que enquanto eles lançam o premiado livro Daytripper no festival mineiro, ela estreia no mercado independente com Mixtape, uma pequenina e charmosa revista em formato de fita cassete com quatro histórias. “Lembro-me de eles falarem: ‘Você só vai alcançar seu sonho se começar a fazer de verdade’. Foi o que fiz”, conta.

Do próprio bolso, Luciana Cafaggi pagou R$ 2,5 mil para a publicação de mil exemplares da revista. E ela não está sozinha nessa onda independente dos quadrinhos em Belo Horizonte. Seu irmão, Vitor Cafaggi, gastou R$ 5 mil para a publicação de Duotoni. Ricardo Tokumoto investiu R$ 5 mil para o lançamento de Ryotiras e Ovelha negra. Além deles tem também o trio formado por Eduardo Damasceno, Bruno Ito e Luís Felipe Garrocho, que desde abril se agitam para o lançamento de Achados e perdidos. O livro, que vem acompanhado de um CD, se materializou por meio do crowd founding, ou seja, o financiamento coletivo, a popular “vaquinha”.

“Depois que decidimos publicar e lançar no FIQ pensamos: com que dinheiro? Fizemos os orçamentos e nos cadastramos no site Catarse. Oferecemos o livro em pré-venda e conseguimos R$ 30 mil”, conta Damasceno. Dos mil exemplares produzidos para o FIQ, mais da metade já tem dono, feito que deixa Daniel animado com o mercado mineiro. “Desde abril organizamos encontros para os quadrinistas de BH se conhecerem. Em um desses encontros decidimos montar um estande juntos”, diz.

Assim nasceu o Pandemônio, o espaço do FIQ onde serão lançados pelo menos 10 trabalhos de jovens profissionais do estado, que, curiosamente, passam de meros frequentadores a profissionais em atividade no festival. “Foi no penúltimo FIQ que decidi seguir essa carreira. É estamos caminhando junto com o festival”, concorda Vitor Cafaggi.

Assim como ele, a maioria dos artistas mineiros que lançam livros no evento está em início de carreira e fazendo investimento próprio para dar visibilidade à criação. O Pandemônio é o exemplo da compreensão de que em eventos do tipo não só os autores, mas sobretudo os trabalhos, precisam estar presentes. “A gente aproveita por ser esse um dos maiores festivais da América Latina para lançar e conhecer coisa nova”, avalia Ricardo Tokumoto.

Diferença
São iniciativas como esta que levam o “veterano” Fábio Moon a apostar que os artistas brasileiros é que fazem a diferença no cenário contemporâneo. Ao descobrir que estavam com a faca e o queijo na mão, seguiram em frente. “Eles perceberam que às vezes é melhor começar por conta própria, porque isso chama a atenção. É o trabalho que repercute. Os autores estão fazendo a diferença, mostrando a cara dos quadrinhos e a variedade possível. É isso que está criando essa sensação boa”, afirma Fábio.

O FIQ 2011 promete embarcar nessa onda. Além de 44 oficinas, 69 convidados e 10 exposições, uma das novidades é a vinda de Eddie Berganza, executivo da DC Comics; C. B. Cebulski, vice-presidente sênior de Desenvolvimento de Criadores e Conteúdo na Marvel Entertainment, para a Komacon, agência sul-coreana de quadrinistas; e Fabrizio Andriani, representante da agência europeia Tomato Farm. Eles estarão em Belo Horizonte entre 9 e 13 de novembro exclusivamente para a avaliação de portfólio dos brasileiros.

“São os três grandes mercados do mundo, então esse retorno é importante para os profissionais. É o momento de ter contato direto com os editores, coisa que é muito difícil, a não ser em eventos desse tipo”, garante o coordenador do FIQ, Afonso Andrade. Para ele, o festival – realizado há 14 anos – é responsável pela criação de não apenas uma geração dedicada aos quadrinhos em Belo Horizonte, mas também na profissionalização e no crescimento da linguagem.

“Temos vários artistas que trabalham para o mercado americano”, lembra. O mineiro de Contagem Ed Barros, por exemplo, já foi o responsável pelos traços de Super-Homem e hoje assina a Noturna; o Will Conrad, é exclusivo da Marvel; Eduardo Pansica já desenhou a Mulher Maravilha. “Além do mercado americano, temos uma tradição também no independente. A revista Graffiti é a publicação mais longeva do quadrinho nacional”, completa. A próxima edição da Graffiti será criada durante os cinco dias do FIQ.



Bibliografia sugerida para a elaboração de atividades pedagógicas:
CALAZANS, Flávio Mário de Alcântara. Histórias em Quadrinhos na escola. São Paulo: Paulus, 2004.
CARVALHO, DJ. A educação está no gibi. Campinas/SP: Papirus, 2006.
KRAUSS, Cristina. Apontamentos sobre Quadrinhos no ensino/aprendizagem de Artes Visuais. Belo Horizonte: EnsinArte, 2009.
MENDONÇA, João Marcos Pereira. Traço traço quadro a quadro: a produção de histórias em quadrinhos no ensino de Arte. Belo Horizonte: A/Arte, 2008.
RAMA, Ângela; VERGUEIRO, Waldomiro (orgs). Como usar Histórias em Quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004.

DA EXPOSIÇÃO À SALA DE AULA: 2a MOSTRA DE ARTE SACRA RECUPERADA

Entre os dias 18 de novembro e 1º de dezembro, a Rodoviária de Belo Horizonte recebe a 2ª Mostra de Arte Sacra Recuperada. O acervo é composto por peças sacras dos séculos 19 e 20, que foram apreendidas em decorrência do cometimento de crimes contra o patrimônio e que estavam guardadas em um galpão da Seção de Bens Apreendidos da Polícia Civil por mais de uma década. A mostra é uma iniciativa do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) e a Arquidiocese de Belo Horizonte, com apoio do Ministério Público de Minas Gerais.

A rodoviária foi escolhida para abrigar a Mostra por ser um local de grande circulação de pessoas que podem auxiliar na descoberta da procedência das imagens, crucifixos, castiçais, cálices, âmbulas e patenas, turíbulos e navetas, missais, custódias, livros, medalhas e outros para que sejam devolvidos a seus locais de origem. Em junho deste ano, o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte recebeu a 1ª edição da Mostra.

Segundo a Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC/MPE), caso alguma peça seja identificada, será feito um Termo de Compromisso entre o Ministério Público e a Paróquia, que receberá a peça assumindo a responsabilidade por sua conservação e pela adoção de medidas de prevenção contra roubos e furtos.

(IEPHA)

DA EXPOSIÇÃO À SALA DE AULA: O NEGRO NA FORMAÇÃO DE VILA RICA, CULTURA E RELIGIOSIDADE

O Museu da Inconfidência abriu mostra relativa à Consciência Negra nesta sexta, dia 25 de novembro de 2011. Para celebrar o Ano Internacional da Afro-descendência, os 300 anos de elevação à Vila dos arraiais que originaram Ouro Preto e o mês da Consciência Negra, o Museu da Inconfidência inaugurou, nesta sexta-feira (25), às 20h, a mostra O Negro na Formação de Vila Rica, Cultura e Religiosidade, que permanecerá em cartaz na Sala Manoel da Costa Athaide (Rua Vereador Antônio Pereira, 33) até 29 de janeiro de 2012. Serão expostas imagens de santos e objetos ligados à cultura afro-descendente, ao sincretismo religioso e ao ofício dos negros na antiga Minas Gerais.

As peças pertencem aos Museus da Inconfidência, Histórico Nacional (RJ) e Regional de Caeté, bem como Arquidiocese de Mariana e colecionadores particulares de Minas Gerais. O espaço físico será ambientado com a imagem do retábulo da Igreja de Santa Efigênia do Alto da Cruz que, segundo a lenda, foi construída por Chico Rei e a sua tribo recém-alforriada. No ato de abertura do evento, haverá apresentações do Teatro de Bonecos Giramundo (BH), com o espetáculo Os Orixás, do Grupo Samba de Raiz (Ouro Preto) e do Congado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia. A visitação é gratuita.

O QUÊ: Abertura da exposição O Negro na Formação de Vila Rica, Cultura e Religiosidade
QUANDO: Dia 25 de novembro, a partir das 20h
ONDE: Apresentação do Teatro de Bonecos Giramundo (espetáculo “Os Orixás”) e do Congado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia no Interior do Museu da Inconfidência, a partir das 20h, e apresentação do Grupo Samba de Raiz e abertura da Mostra no Anexo I, Sala Manoel da Costa Athaide (Rua Vereador Antônio Pereira, 33).
VISITAÇÃO DA MOSTRA: Terça a domingo, das 12 às 18h, de 26 de novembro de 2011 a 29 de janeiro de 2012.
CURADORIA: Geraldo Bonifácio de Freitas, Janine Menezes y Ojeda e Maria Margareth Monteiro
MAIS INFORMAÇÕES: (31) 3551-6023, 9258-8407 e mdinc.ascom@museus.gov.br


Foto: Escultura policromada de Santa Efigênia. Acervo: Edson Xavier. 47cm x 18 cm. S/D. Fotógrafo: Aldo Araújo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A CONTRIBUIÇÃO DE 'SITES', 'BLOGS' QUE ABORDAM A ARTE PRODUZIDA EM/SOBRE MINAS PARA AS AULAS DE ARTES VISUAIS: O CASO DO SITE "ARTE EM OURO PRETO"

O 'site' ARTE EM OURO PRETO é um projeto virtual, conduzido pela jornalista cultural Patrícia Lapertosa, nasceu da idéia despretensiosa de se reunir pinturas da bela e barroca paisagem ouropretana. Com a aquisição das primeiras telas, mostrou-se vasto o universo de artistas que captaram e ainda hoje captam a aura luminosa da cidade, ainda que envolta em névoas. Além de artistas ouro-pretanos e dos que vivem nela hoje, muitos são os que visitaram ou viveram em Ouro Preto, motivados em retratar sua particular paisagem colonial, a despeito das escolas artísticas a que estiveram vinculados.

Esses artistas e suas expressões plásticas serviram de mote para a idealização e concretização do projeto ARTE EM OURO PRETO, que se estrutura neste sítio eletrônico, segmentado em três áreas: ARTE, CULTURA e GASTRONOMIA, tendo a cidade e seu patrimônio artístico, cultural e histórico como temas recorrentes.

Em ARTE estão reunidos artistas nascidos em Ouro Preto, que nela residam ou que retratem sua paisagem, com acervo exclusivo de algumas de suas telas, perfil biográfico, textos referentes a seus trabalhos, autorais ou não, e material documental sobre suas trajetórias artísticas.

Em CULTURA são ofertados roteiros de visitas temáticas e interpretativas à cidade, a saber: Tiradentes e a Inconfidência Mineira; Aleijadinho, Ataíde e o Barroco Mineiro; e, Jacubas e Mocotós, Raízes da Culinária Mineira, em projeto que se intitula OURO PRETO 18! por remeter ao legado setecentista da cidade.

E, em GASTRONOMIA, são apresentados eventos gastronômicos realizados na cidade, especialmente, almoços promovidos pelo gourmet Marquinhos Andrade em sua oficina gastronômica “Sábados”, situada em sítio bucólico próximo a Ouro Preto.

Múltiplo, interativo e imediato, o site ARTE EM OURO PRETO pretende estimular e promover “conversas” variadas por meiro de textos postados na página inicial do site (ou em
http://arteouropreto.blogspot.com/ (sem o "em")) e a troca de informações sobre esse vasto universo, ainda que tão particularmente barroco.
OURO PRETO é uma cidade viva, plural e inquietante. Aventure-se a conhecer e descobrir tudo o que ela oferece. Mantenha-se conectado ao projeto ARTE EM OURO PRETO!